Colaboração Sustentável: A Economia Compartilhada Chega ao Setor SOLAR - Blue Sol Energia Solar

Colaboração Sustentável: A Economia Compartilhada Chega ao Setor SOLAR

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O consórcio para o compartilhamento de energia solar entre empresas de Pernambuco e os desdobramentos que esse modelo criado pela ANEEL trará para matriz energética brasileira.  

 

O jornal Folha de Pernambuco divulgou uma reportagem esse mês sobre o consórcio de energia solar entre duas empresas da região. Citando a nova tendência do mundo dos negócios em economia compartilhada, a matéria aponta para os vários serviços que já apostam nesse formato, como o Uber e o Airbnb. Agora essa tendência aporta também no segmento de energias renováveis, e já ganha adeptos. Após a publicação da Resolução Normativa nº 687 da ANEEL deste ano, agora é possível que os consumidores, pessoas e empresas, compartilhem entre si a energia gerada por sistemas de micro e minigeração distribuída, através de um consórcio ou cooperativa, desde que as unidades consumidoras se encontrem na mesma área de concessão da distribuidora local.

Esse é o caso dos sócios Bruno Herbert e Rômulo Nunes, os quais viram nesse sistema uma forma de investir em suas empresas, compartilhando os custos e aproveitando seus benefícios. “Sempre tivemos interesse de gerar a própria energia, mas as opções eram restritas e demandavam uma mão de obra maior, uma vez que a resolução normativa nº 482 de 2010 da ANEEL permitia que a geração e o consumo ficassem restritos as empresas cujo CNPJ fosse o mesmo, o que dificultava o acesso”, explicou Herbert, sócio de uma empresa de eficiência energética.

Foi Herbert quem procurou uma empresa local em energia solar para a instalação de uma minigeradora fotovoltaica em sua empresa, em formato de consórcio com a empresa de tecnologia da informação de Rômulo. O valor total do investimento será de R$450 mil, divido em R$300 mil para a empresa de Herbert e R$150 para a de Rômulo. O projeto fotovoltaico utilizará a luz do sol para gerar aproximados 8 mil quilowatts-hora de energia, aliviando a conta de luz das empresas, que atualmente é de R$6 mil. “A perspectiva é que o retorno aconteça em cinco anos, tendo, pelo menos, uma conta zerada nos próximos 20 anos”, assegura Herbert. Uma vez que os sistemas fotovoltaicos possuem vida útil acima de 25 anos, podemos ter certeza de essa expectativa será uma realidade.

O sócio ainda ressalta as facilidades oferecidas por esse sistema de compartilhamento, “O modelo de negócio é interessante porque, além de economizar 30%, o sistema não precisa, necessariamente, ser instalado na minha empresa. No nosso caso, a área usada será em Tacaimbó, no Agreste, onde a incidência de radiação solar é maior”. Outro caso mostrado pela matéria sobre uso desse modelo de geração compartilhada é o do Filipe Bezerra, dono de restaurante e o qual investiu R$30 mil em um sistema fotovoltaico compartilhado, “Tinha tentado anteriormente, mas, por morar em prédio e por não ter telhado próprio, não foi possível”.

FUTURO RENOVÁVEL

Com todos esses incentivos para a geração de energia pelo próprio consumidor, esse modelo vem se tornando uma forte tendência no Brasil. A matéria cita um relatório recente divulgado pela Bloomberg New Energy Finance, empresa analista do setor de energias, que estima um salto na geração de renováveis (Solar e eólica) nos próximos 25 anos no país. De 6% em 2105 para 43% em 2040. Isso significará uma menor participação das hidrelétricas, as quais deixaram de representar por 64% da geração hoje para 29% em 24 anos, além do barateamento das tecnologias limpas, confome avaliam especialistas do setor. Ainda segundo dados do relatório, o total investido nessas fontes limpas no Brasil, incluindo a biomassa, pode chegar a U$237 bilhões até 2040.

Consultado pela reportagem, Nelson Colaferro, empresário e sócio da empresa Blue Sol Energia Solar, diz que os frequentes aumentos nas tarifas energéticas podem ser apontados como os maiores responsáveis por essa transição na geração de energia, “As pessoas começaram a perceber que é possível produzir a própria energia”. Com a tarifa média de energia estando em R$0,75 por quilowatt-hora, Colaferro ainda garante “Quando se opta por produzir a própria energia, esse custo é zerado após o pagamento do investimento”.

Outra previsão apontada pelo estudo mostra uma revolução da energia solar no país a partir de 2020. Dos 3,5 mil sistemas fotovoltaicos instalados hoje em residências, comércios e indústrias, até 2040 serão 9,5 milhões. Colaferro aponta os motivos para esse aumento, “A conscientização e a economia influenciarão na decisão de instalar os sistemas solares. Isso também fará a geração distribuída crescer”.

Fonte: Jornal “Folha de Pernambuco”, matéria publicada em 14/08/16 (pág. 21)

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