Energia Solar continua expansão meteórica no Brasil e com impulso do Governo seu futuro é ainda mais brilhante - Blue Sol Energia Solar

Energia Solar continua expansão meteórica no Brasil e com impulso do Governo seu futuro é ainda mais brilhante

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Número recorde de conexões este ano aliado ao anúncio de que governo irá impulsionar a geração solar e a recente linha de crédito para empresas do Nordeste mostram que o crescimento do setor continuará aquecido pelos próximos anos.

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Assim como o Solar Impulse 2, o avião movido totalmente a energia solar e que está prestes a completar a sua viagem ao redor do mundo neste mês, o Brasil segue rumo a mais uma marca histórica na geração de energia solar. E tudo aponta que estamos apenas começando.

GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

Auxiliado pelas ações de estímulo do governo, o segmento de geração distribuída tem apresentado números impressionantes, como mostram os dados da ANEEL. Somente até Maio deste ano foram registrados 1.781 novas conexões, comparado ao mesmo período do ano passado, o salto foi 6,5 vezes maior. No total, até este ano já são 3.565 conexões, o equivalente a 29,7MW de potência gerada.

Por se tratar da fonte renovável mais abundante em nosso país, a solar é também a mais utilizada, destacando-se com 3.494 desse total, seguida pela eólica com 37 conexões. No referente a potência instalada a solar também ofusca todas as outras, representando 80% do total, ou 24,1MW. A hidráulica é a segunda colocada com 2,5MW e com 1,6MW o biogás é o terceiro.

Um dado extremamente valioso que esse levantamento nos mostra é a comparação entre conexões residênciais e comerciais, com uma vitória clara da primeira. 79% das conexões foram instaladas em casas e 14% nos pontos comerciais. No ranking dos estados com maior número de geradores, Minas Gerais continua líder com 859, São Paulo vem em segundo com 479, Rio de Janeiro é o terceiro com 381 e o Rio Grande do Sul em quarto com 369.

IMPULSO DO GOVERNO

Considerado fundamental para a matriz energética brasileira, o setor solar é pauta dos assuntos no governo, o qual estuda novos planos para impulsionar a geração solar fotovoltaica no país. É o que diz Fernando Coelho Filho, ministro de Minas e Energia, que esteve no final do mês passado na abertura do Brasil Solar Power, evento do setor realizado no Rio de Janeiro.

“O Brasil compete com outras oportunidades, não há sol só no Brasil, o sol existe em muitos outros países. Se não criarmos um ambiente mais competitivo, mais favorável, o recurso encontra rentabilidade em outro local e isso é tudo que não queremos neste momento”

O segmento de geração distribuída é um dos mais visados pelo governo. Formas de financiamento estão sendo analisadas, tema já inserido nos estudos do ProGD (Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída), parceria do ministério junto com a ABSOLAR lançada no final do ano passado e que prevê, entre outros, a possibilidade de utilização do FGTS para aquisição dos sistemas.

O Ministério de Minas e Energia dará especial atenção as fontes renováveis de energia, segundo Coelho Filho. “O compromisso com as fontes renováveis não é somente um compromisso da ABSOLAR, mas sim um compromisso da minha geração. Minha geração tem compromisso com as fontes de energia de baixo carbono.”

CRÉDITO NO NORDESTE

O ProGD já tem apresentado ótimos resultados para o setor, um deles é a recém anunciada linha de crédito do Banco do Nordeste para empresas da região que quiserem gerar sua própria energia elétrica a partir de fontes renováveis, como a fotovoltaica. A linha estará disponível para empresas dos mais variados tipos, além de produtores rurais, cooperativas e associações, que poderão contar com financiamentos de até 100% do valor, além de 1 ano de carência e prazos de até 12 anos para pagamento.

Utilizando recursos do FNE, Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, a linha de crédito poderá ser utilizada para projetos de centrais de microgeração (menor ou igual a 100KW) e minigeração (maior que 100KW e menor ou igual a 1MW), com excesão da fonte hidráulica, cuja potência deve ser menor ou igual a 3MW.

Com todos esses incentivos para o setor, as perspectivas não poderiam ser mais positivas. Estima-se que até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras, entre residências, comércios e indústrias, poderão contar com seus próprios sistemas de geração elétrica. Em termos de potência, o país poderá chegar a 23.500MW, metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu, gerados a partir de fontes limpas e renováveis, evitando que 29 milhões de toneladas de CO2 sejam lançados na atmosfera.

 

Fonte: brasil.gov.br

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