Energia Solar Fotovoltaica é destaque na última edição de revista especializada em Sustentabilidade - Blue Sol Energia Solar

Energia Solar Fotovoltaica é destaque na última edição de revista especializada em Sustentabilidade

Indicada como uma das alternativas energéticas mais promissoras para os problemas ambientais atuais, por ser a fonte mais abundante disponível, a energia solar foi tema da matéria de capa da última edição da revista Biomassa&Bioenergia, intitulada “Sistema fotovoltaico: A Energia Solar em Nosso Favor”

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A reportagem mostra como hoje a energia solar já é a terceira maior fonte de energia renovável com capacidade instalada no mundo, atrás apenas da hidráulica e eólica. Dos 100 países que hoje já utilizam os sistemas fotovoltaicos, os que mais crescem atualmente são China, Japão e Estados Unidos, com a Alemanha sendo a maior produtora desse tipo de energia.

No Brasil o cenário também é de crescimento. A matéria aponta como incentivos do governo têm ajudado o setor, com previsão de cerca de 700 mil sistemas instalados até o 2024, o equivalente a 2GW de potência, de acordo com a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica).

O empreendedor solar entrevistado pela reportagem foi Luis Otávio Colaferro, sócio-fundador da empresa Blue Sol – Energia Solar. Ele conta como o setor mudou desde que a empresa começou sua atuação, 6 anos atrás. “Os relátórios governamentais projetavam que a fonte teria pouca relevância na matriz elétrica brasileira. Apenas depois da Resolução Normativa 482 da ANEEL ser publicada foi que a fonte passou a chamar mais atenção”, diz ele.

Após a crise energética iniciada em 2013, o Brasil percebeu que não podia mais ser tão dependente da fonte hidroelétrica e começou a buscar fontes alternativas de energia. “Além disso, a solar é hoje a fonte que mais cresce e ganhou grande notoriedade nos últimos anos no resto do mundo. Isso fez com que os tomadores de decisão no Brasil percebessem que o país estava atrasado e precisava reagir”, acrescenta Luis.

Hoje o mercado está em franco crescimento e mais de 1.300 sistemas foram instalados no país ano passado, quase o triplo do número em 2014. “Os consumidores têm cada vez mais percebido os benefícios de gerar a energia que consomem. Os constantes aumentos no valor da taxa de energia tem feito com que busquem outra maneira de suprir suas necessidades energéticas”, conta Luis.

A matéria aponta também como a facilidade na instalação tem tornado os sistemas fotovoltaicos uma opção atrativa para os consumidores e que esse interesse, somado a necessidade por outras fontes de energia para compor a matriz energética do país, tem ajudado na negociação de diversos incentivos junto ao governo por associações do setor, como a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica). “Essas negociações já geraram frutos extremamente positivos, como a isenção de ICMS sobre a produção de energia elétrica por micro e minigeradores e isenção fiscal para a fabricação de equipamentos para eletrecidade renovável”, confirma Colaferro.

Como um dos grandes incentivos do setor, a reportagem aponta para as alterações na Resolução Normativa 482/2012 aprovada pela ANEEL, que entraram em vigor em 1º de Março e que “estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, o sistema de compensação de energia elétrica, e dá outras providências”. Isso foi essencial para o fortalecimento do mercado fotovoltaico brasileiro, o qual apresentou um aumento quase 3 vezes maior do número de instalações em apenas um ano.

A matéria também apresenta as três modalidades de sistemas fotovoltaicos presentes no país: a microgeração distribuída, a minigeração distribuída e a geração centralizada. As duas primeiras são os sistemas de pequeno e médio porte instalados no próprio ponto de consumo, enquanto a última são os de grande porte, representados pelas usinas solares, onde a energia gerada é transmitida aos grandes centros, assim como as usinas hidrelétricas e térmicas. Esta última modalidade também tem sido foco do governo, o qual contratou, através de dois leilões de energia, usinas solares com previsão de funcionamento a partir do final de 2017 e que juntas somam mais de 3GW de potência. Estes projetos servem de incentivo a indústria de componentes e criam milhares de vagas de emprego.

Outros incentivos que tem ajudado o mercado de geração distribuída são as linhas de financiamento e a isenção de impostos sobre a energia gerada pelos sistemas fotovoltaicos, ao todo já são 15 estados que isentam o ICMS, PIS e COFINS. “A medida que novas empresas fabricantes de equipamentos chegem ao Brasil e os custos diminuam, será cada vez mais viável a implantação de sistemas fotovoltaicos, uma tendência que apenas cresce a cada dia e traz benefícios ao país e à toda população”, observa Colaferro.

Todos esses incentivos ajudaram o setor a alcançar um crescimento recorde de 308% ano passado e hoje já são 1.731 pontos de conexão de geração distribuída, sendo 1.635 somente de sistemas fotovoltaicos. No ranking dos estados com o maior número de conexões, Minas Gerais segue disparado com 333, seguido por Rio de Janeiro com 203 e Rio Grande do Sul com 186, segundo dados da ANEEL. “O potencial é imenso e com os incentivos conquistados recentemente pela ANEEL a solar só tende a crescer”

Colaferro ainda lista as vantagens e benefícios da energia solar, razões pelas quais ela pode e deve ser adotada por todos: “Sempre que falamos de independência energética, nós sempre buscamos expor as vantagens tangíveis e intangíveis. Quando falamos dos benefícios mensuráveis, o primeiro tema abordado é, com certeza, economia financeira ou vantagens econômicas. Ter a capacidade de gerar sua própria energia e, consequentemente, abater os seus custos com a energia elétrica, é uma vantagem muito importante para que as pessoas busquem fontes alternativas. Gerar energia a partir de uma fonte limpa e renovável com autonomia, tem um viés de preservação do meio ambiente, ajudando a diminuir a emissão de CO2 e outros gases poluentes ou impactos ambientais que são gerados pelas fontes não limpas que usualmente são utilizadas na geração de energia em larga escala. De uma maneira indireta, esses benefícios acabam impactando diretamente na saúde pública, uma vez que a diminuição de incidência de gases poluentes na atmosfera terrestre pode, sem dúvida, ajudar pessoas com problemas respiratórios”.

A matéria termina falando sobre o valor de investimento no sistema: “Já vendemos sistemas de R$12 mil até de R$3 milhões, porém nosso ticket médio hoje é de cerca de R$40 mil”. Colaferro conclui falando sobre o valor da energia solar para a economia do país, “Outro benefício que não é percebido no primeiro contato com a tecnologia, é como a implementação desses sistemas capazes de gerar energia no próprio ponto de consumo, pode ajudar a gerar empregos e renda em todo o país, com a estruturação de novas cadeias produtivas industriais e mesmo de novos serviços para atender a demanda por equipamentos tais como instalação e manutenção nestes geradores solares”.

 

#MovidosPorEnergiaSolar

Também foi notícia na revista a produção do web documentário #movidosporenergiasolar, o idealizador Luis Otavio Colaferro irá percorrer 3.500Km pelo sudeste brasileiro a bordo de um BMW i3, veículo totalmente elétrico cedido pela parceira Eurobike, com o objetivo de mostrar a população o poder que eles tem de gerar sua própria energia. “A ideia é visitar residências e empresas que geram a sua própria energia por meio de um sistema de energia solar fotovoltaica e abastecer nosso carro com a energia elétrica produzida por esses sistemas. Além disso, vamos conversar com essas pessoas e conhecer histórias inspiradoras de como a energia solar transformou essas vidas”.

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