O Estado do Sol: Avanço da Energia SOLAR em Minas Gerais - Blue Sol Energia Solar

O Estado do Sol: Avanço da Energia SOLAR em Minas Gerais

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O estado é hoje líder no número de sistemas fotovoltaicos instalados para micro e minigeração distribuída e já conta com grandes projetos de indústrias da região.

Modulos com bandeira de minas

É fato que o setor solar é um dos que mais crescem no Brasil. Estamos em uma fase de transição em nossa matriz energética, de fontes poluentes e de grande impacto ambiental para fontes renováveis e com zero emissão de carbono, como a SOLAR. Dentre os estados que mais investem nessa energia limpa no país, Minas Gerais ocupa posição de destaque. O estado foi o primeiro a isentar a cobrança do ICMS na micro e minigeração distribuída, o que lhe garante hoje o primeiro lugar absoluto no número desses sistemas instalados (859 de acordo com os últimos dados divulgados pela ANEEL), além da redução nos tributos incidentes sobre os equipamentos e insumos do setor, o que vem atraindo investimentos de empresas na região.

ALTAS TARIFAS, GRANDES PROJETOS

Belo Horizonte possui uma das 10 tarifas energéticas mais caras do país, de acordo com o último relatório da ANEEL, com o preço da energia residencial girando em torno de R$0,82/kWh. Entre os fatores responsáveis por isso estão os baixos níveis dos reservatórios das hidrelétricas e os altos impostos cobrados. Em compensação, os índices de radiação solar presentes no território mineiro são altíssimos, semelhantes aqueles apresentados no nordeste brasileiro. Esse enorme potencial para a geração de energia fotovoltaica está apenas começando a ser explorado, além do grande número de sistemas residenciais, agora são as indústrias da região que começam a utilizar os sistemas fotovoltaicos.

Na cidade de Alvinópolis, região central do estado, uma empresa de cosméticos naturais investiu R$3 milhões na construção de uma usina fotovoltaica em sua unidade fabril. O projeto conta com 2.159 módulos fotovoltaicos, os quais gerarão cerca de 72 mil kWh de potência, quantidade superior aos 60 mil kWh que são consumidos pela fábrica. “Estimamos recuperar o investimento de R$ 3 milhões em sete anos, mas o maior retorno que pretendemos é o ambiental. A geração de uma energia renovável e menos agressiva faz parte da política ambiental da empresa”, disse um dos fundadores.

Outro grande projeto de utilização da tecnologia fotovoltaica no estado é a usina solar do estádio do Mineirão. Foi construída pela CEMIG (Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais) em parceria com o banco alemão KfW e a Minas Arena, empresa que administra o estádio. Ocupando uma área de 11,5 mil m², os 6 mil módulos fotovoltaicos foram instalados na cobertura do estádio e possuem capacidade para gerar 1.42MWp, quantidade suficiente para abastecer 1,2 mil residências.

RETORNO DO INVESTIMENTO (PAYBACK)

As altas tarifas energéticas, associadas ao grande potencial para a geração fotovoltaica na capital mineira, fazem da cidade um local com excelente retorno de investimento na instalação de um sistema fotovoltaico.

Para se ter um exemplo, um sistema residencial de 3kWp, custa em média R$25 mil para instalação em Belo Horizonte, o qual irá gerar cerca de 5 mil kWh/ano.  Considerando o custo médio da energia em R$0,82/kWh, temos uma economia de R$4.100,00 por ano. Dividindo o valor de investimento com o valor economizado ao ano, chegamos a um payback de 6 anos. E nem estamos considerando a inflação na conta de luz, a qual pode reduzir esse prazo para 5 anos. Com a vida útil dos sistemas fotovoltaicos ultrapassando os 25 anos, quem decidir instalar um sistema estará fazendo um ótimo negócio.

Esse é o caso de Lupércio de Sousa Junior, engenheiro mecânico que decidiu instalar um sistema em seu apartamento de cobertura. O sistema para microgeração custou R$20 mil e tem uma estimativa de vida útil de 27 anos. O engenheiro conta que ele e sua família gastavam em média R$300,00 mensais com a conta de luz, hoje com o sistema ele paga apenas a taxa mínima da distribuidora, que é R$90,00 por mês. O engenheiro é um admirador da energia fotovoltaica, a qual diz ser menos prejudicial ao meio ambiente, e acredita no potencial desse mercado no Brasil, com a redução dos preços na medida em que crescem o número de sistemas instalados, “O Brasil está bem atrasado, mas tem grande potencial”.

Fontes: ABSOLAR                    Jornal Estado de Minas

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